LEGENDA Bora Ler: A Espada do Verão - Rick Riordan


A vida de Magnus Chase nunca foi fácil. Desde a morte da mãe em um acidente misterioso, ele tem vivido nas ruas de Boston, lutando para sobreviver e ficar fora das vistas de policiais e assistentes sociais. Até que um dia ele reencontra tio Randolph - um homem que ele mal conhece e de quem a mãe o mandara manter distância. Randolph é perigoso, mas revela um segredo improvável: Magnus é filho de um deus nórdico. As lendas vikings são reais. Os deuses de Asgard estão se preparando para a guerra. Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo Magnus deve ir em uma importante jornada até encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. A espada do verão é o primeiro livro de Magnus Chase e os deuses de Asgard, a nova trilogia de Rick Riordan, agora sobre mitologia nórdica.
Vale a pena ou a galinha inteira?


Rick Riordan pode ser considerado o "Homem das Mitologias". Já escreveu sobre Mitologia Grega, Egípcia e agora está se aventurando na tão desconhecida Mitologia Nórdica. Com exceção do trio Thor/Odin/Loki que são bem conhecidos devido ao universo da Marvel, tanto dos quadrinhos quanto do cinema, não temos nenhuma outra informação sobre essa rica mitologia e é nisso que Rick está apostando.

Somos apresentados então à Magnus Chase, um garoto que após perder a mãe, vive nas ruas de Boston. Sua vida irá mudar após ele descobrir que seu pai é um deus nórdico e que seus amigos de rua na verdade sabiam de sua verdadeira origem e o mantinham por perto para protegê-lo. Então, Magnus ao saber de uma profecia, se aventura por alguns dos nove mundos para salvar o mundo de um juízo final. Se você já leu qualquer saga de mitologia escrita por Riordan, reconhece isso não é mesmo? Pois é. O autor irá utilizar sua famigerada fórmula de narrativa. Se fez sucesso com a grega e com a egípcia, por que não funcionaria com a nórdica não é mesmo? Caso você se sinta saturado com essa "receita de bolo" poderá se cansar de Magnus Chase, mas caso você curta ou não se importe, irá se divertir.

O ponto alto da escrita de Riordan é o mesmo que mantém Percy Jackson em alta estima: o humor do personagem. Magnus, assim como seu similar grego, possui um humor bem peculiar, com piadas que se encaixam nos melhores momentos. Já li livros que se diziam de humor, mas que não me fizeram rir como Magnus fez. Esse tipo de humor Rick consegue fazer como ninguém e a facilidade e fluidez com que a leitura decorre é muito gostosa e em poucos minutos você percebe que leu muitas páginas. Sem esquecer de mencionar lógico, o enorme carisma que esse garoto tem (Magnus e não o tio Rick).

Assim como ele fez em suas outras histórias (novamente a receitinha de bolo), o autor transpõe toda a questão da mitologia aos dias atuais, relacionando monumentos e locais aos mitos. Outra grande sacada da obra são as referências à cultura pop que vão de Game of Thrones, Arrow a até mesmo a própria imagem de Magnus que foi inspirada no vocalista do Nirvana, Kurt Cobain. 

De Mitologia Grega, modéstia à parte, eu entendo, foram anos e anos assistindo Cavaleiros do Zodíaco, o que me despertou desde criança a curiosidade para esses mitos, com o tempo, fui descobrindo outras culturas e pesquisando sobre suas lendas. Essa foi a grande isca, com que Rick Riordan me fisgou. Assim como ocorre com as outras séries, não se leva ao pé da letra o que está na história, por que ele parece utilizar de "liberdade poética" para romantizar suas tramas, então sempre que aparece um ser mitológico ou alguma divindade, logo ativo o bom e velho Google para descobrir mais sobre aquele assunto e com essa Mitologia Nórdica não foi diferente.

Mesmo criando todo um novo universo, Rick irá fazer um fanservice que alguns podem considerar imenso, outros não. Acontece que, Magnus Chase é primo de Annabeth Chase, a heroína da série Percy Jackson que faz algumas participações especiais durante a trama.

Por fim, A Espada do Verão cumpre o seu papel de introdução de universo e de personagens, porém, seu ponto negativo que acredito ser gigante é a utilização da fórmula Riordan de escrever,  por que é o mais do mesmo no final das contas. No meu caso, como disse anteriormente, a inserção de uma mitologia que me interessa, aliado a referências de coisas que gosto, por enquanto, me fizeram achar o livro um bom livro de entretenimento e pretendo continuar a série.

PS: essa espada precisava falar? Achei desnecessário isso, mas... lidemos!!!

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