LEGENDA Bora Ver: A Noiva de Frankenstein


Dr. Frankenstein planeja parar com suas diabólicas experiências após o incêndio que atingiu o Monstro, mas tem sua curiosidade aguçada, quando um antigo professor, o louco Doutor Pretorius, lhe diz que também teve sucesso em criar vida artificial. Quando Pretorius se encontra com o Monstro, ele o convence a se juntarem para realizarem uma nova experiência. Assim, Pretorius e o Monstro, sequestram a esposa do Dr. Frankenstein, fazendo com que ele concorde em ajudá-los na nova criação.
Vale a pena ou a galinha inteira? 

Depois de um longo e tenebroso inverno, eis que a coluna sobre os 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer está de volta.  Retornando as atividades, hoje vim comentar sobre um filme que é continuação direta de outro filme, Frankenstein de 1931. A Noiva de Frankenstein é considerado uma das melhores continuações do cinema e diversas características comprovam isso: ótimo roteiro, cenários bem construídos, uma trilha sonora muito boa e sobretudo à fidelidade a sua origem. 


Frankenstein é uma obra literária escrita pela autora Mary Shelley e publicada em 1831. É considerada a primeira obra de ficção cientifica da história. Apesar do que muitas pessoas possam pensar antes de ler o livro, Frankenstein é o nome do cientista responsável pela criação da criatura e não desta. A criatura é nos apresentada apenas como Monstro ou Criatura.

Logo no início do filme, temos a autora da obra, Mary Shelley (Elsa Lanchester) sendo questionada por dois homens, seu marido Percy (Douglas Walton) e o Lorde Byron (Gavin Gordon) sobre o destino da criatura após o final do filme. A autora então resolve continuar a história e assim começa o filme de fato.



Já nas primeiras cenas, já é possível perceber que o filme terá certo tom de humor, com ótimas cenas feitas por uma velha com voz estridente. O filme também é reconhecido como um dos primeiros a utilizar o humor negro em uma obra cinematográfica. 


Após escapar das ruínas do moinho, a criatura vaga pela floresta e é então que ocorre uma das outras sacadas do diretor que elevam o grau da película. A criatura se encontra com um violinista cego que vivia na floresta interpretado por O. P. Heggie que ensinará a criatura a fumar, beber e principalmente a falar. A introdução da fala na criatura possibilitou ao ator Boris Karloff a aumentar exponencialmente sua interpretação inclusive no que se refere aos sentimentos do personagem.


Outra introdução interessante para o filme é a miniaturização de alguns personagens feito pelo louco Dr. Pretorius. Para um filme de 1935, esse recurso visual é quase que perfeito e pode até surpreender o telespectador. O filme nos mostrará que a criatura se torna mais humana a cada minuto e em determinada cena na floresta, percebemos a solidão que absorve mais e mais o personagem.


Mesmo com uma participação bem ínfima, um dos maiores ícones do cinema, com certeza é a figura da noiva da criatura, interpretada por Elsa Lanchester (àquela mesma que viveu Mary Shelley no início da película). Uma dos motivos para as pessoas confundirem a criatura com seu criador é justamente o nome do filme. 

O filme que se chamaria O Retorno de Frankenstein, recebeu esse nome devido ao fato da noiva da criatura ser criada a partir do corpo da noiva do Dr. Frankenstein que fora raptado pelo Dr. Pretorius.

A obra que é considerada como um dos clássicos do terror, teve uma refilmagem em 1985 pelas mãos do diretor Franc Roddam sob o nome de A Prometida (The Bride), porém, como muitos remakes, não foi tão significativo quanto o original e rendeu à atriz Jennifer Beals a indicação ao Framboesa de Ouro como pior atriz.

Então é isso pessoal, espero que tenham gostado e criem coragem para assistir A Noiva do Frankenstein, coragem não por ser um filme de "terror", mas por ser em preto e branco :P Até o próximo post ^^


* As imagens retiradas do filme The Bride of Frankenstein são puramente com o intuito de ilustração e divulgação. Todos os direitos das mesmas são de seus criadores ^^


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