LEGENDA Bora Ler: Cidades de Papel - John Green


Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Quentin vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais ele se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.
Vale a pena ou a galinha inteira? 

Olá pessoal tudo bom? Espero que sim ^^ 
Bem, dando seguimento aos meus trocentos desafios, hoje irei comentar com vocês sobre um livro que li para o TBR Challenge 2015 (que no meu caso provavelmente irá avançar para 2016, 2017, enfim...). O sorteio pedia para "ler um livro que foi adaptado" *(para séries ou filmes) e como eu já precisava ler Cidades de Papel para poder ver o filme, logo ele foi o escolhido.

Cidades de Papel é o quinto livro escrito pelo escritor norte-americano John Green, que ficou famoso pelo livro A Culpa é das Estrelas, e terá sua adaptação para os cinemas lançada em julho de 2015. O livro, narrado pelo próprio protagonista, é dividido em três partes, sendo que uma dessas partes é marcada por uma road trip (o que é bem legal).  


Quentin é um adolescente que tem ali sua vidinha tranquila, sem muitas novidades, mas com uma constante estável: seu amor pela ex-amiga de infância Margo Roth Spielgelman. Como a narrativa é em primeira pessoa, percebemos logo de cara, de que o amor platônico que ele sente pela garota não é um amor comum...é um amor platônico nível ômega, ele quase que vive somente pensando nela, apesar da garota quase nem o enxergar.


Esse amor não correspondido fortalece ainda mais, quando a garota aparece na janela do quarto dele a noite e o chama para uma aventura. Após se despedirem pela manhã, Quentin fantasia que o dia seguinte lhe proporcionará uma reaproximação com Margo, mas isso não acontece. Simplesmente por que Margo desaparece (calma!!! Isso não é spoiler).


A partir desse ponto que a trama do livro irá se desenrolar, pois Quentin irá desenvolver uma verdadeira busca por Margo. Para isso, ele contará com a ajuda de seus dois melhores amigos: Radar e Ben. E sem dúvida alguma, os melhores personagens que John Green pode construir para o livro na minha opinião são esses dois amigos.


Certos momentos, Quentin fica um pouco chato com essa obsessão por Margo, Margo, Margo... mas a narrativa é segurada de maneira genial por Radar e Ben. Eles são hilários e ao ler, pensei: Sr. Green, o senhor bem que poderia escrever um spin-off com esses personagens. A leitura de Cidades de Papel me remeteu e muito aos meus tempos de ensino médio, tudo devido a escrita do John Green que é bem jovem, chegando a ser nostálgica para aqueles que já estão na faculdade.


A leitura flui de uma forma muito boa, e essa fluidez da leitura talvez seja justificada pelo livro ser considerado um YA (algo semelhante a jovem-adulto) e sendo o segundo livro que leio do autor, apenas me comprovou que sua escrita é bem tranquila, sendo uma ótima leitura para quando você sai de uma leitura pesada ou uma ressaca literária.


Mas essa leveza de texto não significa necessariamente que a obra é irrelevante. O livro passa uma mensagem muito bacana de como enxergamos os outros ao nosso redor. Será que as pessoas que nos cercam no dia a dia são da mesma forma como imaginamos? Essa pergunta imposta indiretamente pelo autor está intimamente ligada ao título do livro.


Se você ainda não comprou o livro, fica a dica então para que você o compre o quanto antes, por dois motivos: o primeiro é por que a leitura é ótima e serve como um descanso para a mente após uma ressaca literária e o segundo e mais importante é esse ai do lado >>>>
Sério...ninguém merece comprar um livro com essa capa!!! Por que SIM, eles irão trocar a capa original do livro por uma capa do pôster do filme... é a vida né!!!

No final, Cidades de Papel cumpre o seu papel (hahaha) como uma leitura gostosa e leve e que dependendo da fase em que você estiver ao lê-lo, pode sim ser considerado um dos favoritos da vida, afinal, ele tem as características para se enquadrar em tal categoria, mas no meu caso foi uma ótima leitura de entretenimento.

2 comentários:

  1. Hey Tiago, tudo bom?
    Esse é um dos poucos livros do Green que eu tenho vontade de ler. Porém fico meio desanimado pois já vi muita gente falando mal dele, principalmente do final. Acho que vou ver o filme. E como assim vao trocar a capa original pelo poster do filme?? Ta muito feio kkkkkkk
    Um abraço
    Oficina do Leitor / Facebook

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    1. Olá Daniel tudo bom?
      Pois é... já trocaram hahaha
      O final é meio frustante, mas leitura como um todo é gostosinha, bem do jeito John Green de escrever, mas como só li A Culpa é das Estrelas, ainda acho o primeiro bem superior a esse.
      Agora ver o filme para poder ver se será melhor que o de A Culpa é das Estrelas (o trailer conta o filme inteiro ¬¬)
      Abraços!!!

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