LEGENDA Bora Ler: Percy Jackson e o Mar de Monstros

Percy e seus amigos estão em busca do Velocino de Ouro, único artefato mágico capaz de proteger da destruição seu lugar predileto e, até então, o mais seguro do mundo: o Acampamento Meio-Sangue. Com o envenenamento da árvore de Thalia por um inimigo misterioso, as fronteiras mágicas que protegem o Acampamento estão ameaçadas, e é preciso buscar o antídoto. Assim, nossos heróis partem em uma arriscada e incrível viagem pelo Mar de Monstros. Lá, enfrentam seres fantásticos e muitos perigos e situações inusitadas, que põem à prova seu heroísmo e sua herança – quando Percy irá questionar se ser filho de Poseidon é uma honra ou uma terrível maldição.
Vale a pena ou a galinha inteira? 

Entre tantas opções para o tema do Desafio Literário do Skoob do mês de novembro, optei pela continuidade da série do Percy Jackson e os Olimpianos, ainda com o pé atrás, uma vez que, o primeiro livro não havia me despertado muito o interesse na série. Lendo descompromissadamente, O Mar de Monstros me trouxe uma diversão que eu não sentia desde Harry Potter.

Quando li o primeiro volume da série, O Ladrão de Raios, o universo criado por Rick misturando mitologia com contemporaneidade não me agradou nem um pouco. Fã confesso, vi minha tão amada mitologia grega ser violada por uma série que era praticamente uma cópia grega de Harry Potter. Mas como eu havia comprado o box, em algum momento teria que ler toda a série, afinal: "se paguei, vou ler". Com o tema do mês do Desafio Literário do Skoob que é "infatojuvenil", pensei em acelerar meu martírio com essa série, no entanto, dessa vez minha experiência de leitura foi totalmente modificada. Nos primeiros capítulos eu já havia percebido que esse livro seria infinitamente melhor do que o primeiro e então me deixei levar para dentro dele espontaneamente.

Após uma calmaria em sua escola tradicional, Percy não vê a hora de retornar para o Acampamento Meio-Sangue e rever seus amigos, porém, como sempre acontece em livros que abordam a trajetória do herói adolescente, isso não será tão simples como aparenta e inimigos surgirão para eliminá-lo na primeira oportunidade.

A história continua sendo narrada em primeira pessoa pelo próprio Percy o que oferece ao leitor uma visão unilateral da história. Particularmente não gosto desse tipo de narrativa, sempre me agrada mais ter um narrador onipresente me mostrando vários pontos da história, mas para essa série isso não se torna um incômodo por conta de um fato: o humor presente em Percy. Com piadas e comentários leves de um adolescente, o semi-deus deixa a leitura muito dinâmica e prazerosa.

Nesse volume, o amigo sátiro de Percy, Grover, participa em poucos momentos e ficamos sabendo o que aconteceu com ele após o final do primeiro livro. Para compensar sua ausência, temos a apresentação de um novo personagem, Tyson, que é totalmente carismático.

Como o nome do título sugere, temos mais monstros mitológicos aparecendo na história, como por exemplo, Caríbdis e Sequila (que eu conhecia com o nome de Cila, enfim...) da Odisséia, além da grande ameaça da trama, também famoso da obra de Homero.

Para aqueles que são conhecedores da vasta mitologia grega, à medida em que a história avança e Percy vai encontrando com personagens e cenários, vamos pegando as referências e tentando adivinhar qual personagem o herói acabara de encontrar, antes mesmo de ser revelado e isso acrescenta e muito na diversão.

Agora, ao escrever essa análise, percebo que o fato de eu ter gostado tanto desse segundo livro, ao contrário do que ocorrera com o primeiro, foi o fato de Grover não ter aparecido muito na história, não por ele, pois o acho muito divertido, mas sua com ausência minha associação com o eterno trio literário Harry, Hermione e Rony, não ter sido ativada.

Com profecias, sonhos enigmáticos, viagens marítimas, comédia e intrigas divinas, Percy Jackson e o Mar de Monstros, se tornou o favorito da série por enquanto, além de me despertar e muito o interesse para o terceiro volume, fato que foi aumentado e muito pela forma como o autor encerra o livro que deixa um ar de consequências interessantes para o próximo livro.


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